22/03/2017

The king is back | Kong: A Ilha da Caveira

Desde 1933, ano de estreia da primeira versão de King Kong, o gorila colossal já protagonizou de bizarrices a sucessos de bilheteria. Só para se ter uma ideia, ele já enfrentou sua versão robótica, lutou contra o clássico Godzilla, esteve em combate com dinossauros robotizados, reproduziu com uma fêmea de sua espécie, se apaixonou por Naomi Watts, escalou o Empire States e precisou de doação sanguínea após complicações em uma cirurgia no coração.

Confesso que me empolguei com o retorno de Kong às telonas. Kong: A Ilha da Caveira se mostrou desde o começo um remake digno de aplausos, com trailers construídos de cortes precisos, trilhas que remetiam diretamente a proposta final e o mistério da aparição do protagonista de Jordan Vogt-Roberts. Grande parte desta expectativa se torna realidade em pontos específicos do longa, mas existem pontos críticos a serem observados e compartilhados.

O cenário selvagem e os componentes do filme não tem compromisso nenhum com a realidade, assim o diretor tem uma maior liberdade de criação e exploração de conflito sem muitas delongas. Entretanto, uma das virtudes é que sua narrativa deixa explícita que não existe uma busca de representações de personagens, origens e missões. Tudo se baseia em um enredo aonde os cenários, a fotografia e a construção de estímulos cinematográficos são trabalhados de forma intensa.
História com certeza não é o forte deste filme, ainda que existam pontuações sobre a Guerra do Vietnã, os desdobramentos audiovisuais são os principais destaques. A presença de apenas um cenário por quase todo filme também é um ponto forte para a construção das cenas. Sem muito enrolação, dinâmico e empolgante, Kong é um filme que não desagrada quem vai ao cinema, mas é nítido observar que o apelo é mais forte para os fãs.



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