Reflexão | Somos um


Essa semana, uma publicação em minha timeline, chamou atenção na atitude de duas crianças. (veja o link pra entender melhor, caso não viu).
Um branco, um negro e a inocência.
E onde está o preconceito?
Não podemos afirmar que essa ingenuidade permanecerá até a fase adulta de cada um deles, mas é correto dizer que não nascemos preconceituosos. Aprendemos a ser.
O difícil de entender nessa lógica humana, é como que a cor, o peso, o tamanho se tornou uma forma de transparecer sentimentos de ódio, rancor, como pode ter se tornado um insulto?
Imagina se todos fossem iguais, quão sem graça seria o mundo.

É tão bacana quando viajo e vejo um sul-africano bem escuro, e a luz reluzente dos dentes brancos, ou uma européia dos cabelos cacheados e volumosos ruivos com o rosto cheio de pintinhas, gorduchos portugueses! Há uma sensação gostosa nessa mistura de raças e povos. Me faz perceber que não sou melhor do que ninguém. Nada disso define status, caráter e personalidade. Um corpo tem órgãos diferentes, com funções diferentes, mas se alguma coisa vai mal no meu pé, a minha cabeça vai sentir, se meu dedo não mexe direito mais por causa do acidente, meu braço sente, minha mão sente, meu ombro sente. Da mesma forma na convivência humana.

Somos um!O homem pode até viver só, porém mais cedo ou mais tarde vai precisar de outro pra lhe estender a mão. Então pra que permitir que algo tão mesquinho, criado por nós mesmos interfira em nosso dia a dia? Não adianta a gente culpar o mundo por nossas frustrações, ou fazer relatos  e textões nas mídias sociais de que precisamos de um governo melhor. O mundo só vai mudar se a gente mudar a maneira de enxergar o mundo.


O medo é um preconceito dos nervos. E um preconceito, desfaz-se - basta a simples reflexão.
Sem mais.



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